Edição de Setembro
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Servidores da Educação de Paraíso paralisam atividades
Município sem previsão de inicio das aulas

A greve dos servidores da educação teve inicio na quinta feira dia 11 de março. A paralisação foi anunciada depois que classe discutiu e decidiu em assembléia realizada dia 5, onde o movimento foi aprovado por unanimidade dos funcionários.

Uma outra reunião, que aconteceu na quarta feira à tarde a Assembléia Geral do Sindicato dos Servidores da Educação colocou em pauta a proposta do Gestor do Município que pleiteava um acordo com a categoria, determinando novas datas para colocar em dias o pagamento que está em atraso há vários meses.

A proposta do prefeito Boca Quente não foi aceita pela Assembléia sob duas alegações: as datas previstas para o pagamento eram extensas demais para a situação em que se encontra e outra e que o gestor não goza mais de credibilidade junto à categoria, pois até mesmo os vários acordos firmados anteriormente até mesmo junto ao Ministério Público e ao Judiciário nunca foram cumpridos.


Servidores da Educação em reunião no salão da Paróquia de São João Batista, resolve em assembléia pela paralisação das atividades, motivados pela falta de pagamento de seus salários.

Após a recusa da proposta de Boca Quente a presidente do Sindicato Sr.ª Leda Regina colocou em votação a proposta da paralisação que foi aprovada por unanimidade dos membros.

Ainda segundo a diretoria do Sindicato a paralisação era inevitável, pois ninguém agüenta mais trabalhar sem receber seus salários e disse que enquanto em outros municípios estão tratando da negociação para o aumento deste ano, aqui em Paraíso ainda se luta para receber o do ano passado, sendo que todos os repasses foram feitos de forma integral e nas datas previstas ao município.

As aulas tiveram inicio segunda feira, dia 08, mas foi pequeno o numero de alunos que foram para as salas de aulas, pois os colégios encontram em sua maioria sem energia elétrica, sem água potável (falta de pagamento a Cemar), sem merenda escolar, sem transporte e, muitos que transportaram alunos no ano passado até hoje ainda não receberam seus pagamentos.

Segundo informações desses prestadores de serviços, foi proposta uma reunião para viabilizar uma solução do transporte com a presença do prefeito mais este não compareceu.

Diante de tudo isso quem está perdendo são os estudantes, pois quem não tem condições de se deslocar 42 km até Porto Franco, vão passar pela mesma situação que passaram o ano passado onde o aproveitamento em sala de aula foi uma negação, devido a negligencia do Gestor Municipal.

Enquanto isso, o prefeito Boca Quente vai governando (desgovernando) o Município à custa de liminares conseguidas junto a Desembargadores do Tribunal de Justiça, contanto com o apoio do Deputado Antonio Pereira e da Governadora Roseana Sarney, pois segundo o próprio prefeito, enquanto a governadora estiver no poder ninguém lhe tira o mandado de Prefeito.

Um caos. Atraso com servidores da educação (parte dos funcionários sem receber salário do mês de dezembro de 2009. Escolas sem energia elétrica (cortada por falta de pagamento) e sem água. Escolas em péssimas condições. Quem transportava alunos para escolas no ano passado, desiste de trabalhar este ano porque não recebe.

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fonte: Caixa Econômica Federal
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