Roberto Rocha defende conclusão da votação da PEC 300
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Em pronunciamento nesta quinta-feira (25) no Plenário da Câmara dos Deputados, Roberto Rocha reafirmou seu compromisso com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 300), que cria um piso salário nacional para os policiais e bombeiros militares com base na remuneração do Distrito Federal, a maior do país. O tucano disse que as categorias indicaram uma nova manifestação nacional marcada para o dia 6 de abril, em Brasília. "É mais que legítimo, face ao impasse que se seguiu à votação em primeiro turno da PEC 300 na Câmara", afirmou.
Rocha é favorável ao aprofundamento do debate sobre o tema no Plenário da Câmara, " a fim de buscar o melhor acordo para os servidores, e considerando a capacidade dos estados de arcar com o novo piso salarial. "Mas o que a Câmara Federal não pode fazer é votar a PEC 300 em primeiro turno e depois agir como se nada tivesse acontecido, ou usar de artifícios, como deixar de votar PECs até as eleições", criticou.
Durante a semana ele conversou com representantes da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais, atendendo ao chamado do Major Adelman Barbosa, presidente da Associação dos Oficiais Militares do Maranhão. Na ocasião, ouviu dos representantes de organizações militares de todo o país que a categoria não vai recuar nem esmorecer em sua reivindicação.
Rocha argumentou que é possível, sim, sensibilizar o Congresso Nacional, os governantes e a sociedade brasileira da importância de valorizar o profissional da segurança. "Se o Brasil foi capaz de avançar criando um fundo para financiar a educação e um fundo para financiar a saúde, penso que esse tema poderá e deverá passar pela criação de um fundo federal, enfrentando assim a questão da origem dos recursos", afirmou Rocha.
De acordo com Rocha, o Congresso Nacional precisa compreender a importância do tema e muitos parlamentares já reconhecem que a segurança pública tem sido ‘o ponto cego' das políticas públicas do país. "Por isso, precisamos dar uma resposta aos servidores militares o mais breve possível", ressaltou.
"Quando falamos em educação, pensamos imediatamente na luta do professor por melhores salários. Na saúde pública, o mesmo acontece. Por que não pensar nas condições de trabalho do profissional da segurança quando se discute segurança pública no Brasil? Sem valorização desses servidores, o país nunca conseguirá garantir ao cidadão um dos seus direitos mais fundamentais", concluiu.
(Roberto Rocha)