Parlamentar tucano busca alternativas ambientalmente responsáveis para aproveitamento do babaçu
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Roberto Rocha conversou esta semana sobre as potencialidades do uso da casca do babaçu na produção de etanol com representantes da Novozymes, empresa dinamarquesa que atua no Brasil especializada em biotecnologia para a indústria. O parlamentar vem dialogando com o setor acadêmico, a Embrapa e atores da iniciativa privada em busca da inserção do Maranhão no setor energético través do babaçu.
" Queremos transformar as péssimas condições de trabalho das milhares de quebradeiras de coco babaçu do Maranhão e finalmente utilizar de forma sustentável e para fins sustentáveis o recurso natural historicamente mais subaproveitado do estado", afirmou o parlamentar.
O presidente regional da Novozymes, Pedro Luiz Fernandes, reconhece o potencial da biomassa do babaçu, única palmeira no mundo que pode ser utilizada na produção de etanol. No Brasil, a empresa vem firmando parcerias no Paraná com o objetivo de fornecer enzimas para o desenvolvimento do chamado álcool de segunda geração, obtido com o bagaço da cana-de-açúcar . O mesmo pode ser feito com utilizando o babaçu.
Rocha lembrou que há estudos desenvolvidos na Universidade de Campinas demonstrando a viabilidade do babaçu com alternativa energética. A partir desses dados, o parlamentar vai convidar representantes dos setores ligados à pesquisa, à extração e utilização industrial do babaçu para "somar forças e analisar todos os aspectos dessa alternativa que pode ser aproveitada ou descartada pelo Maranhão, mas não ignorada".